quinta-feira, 4 de abril de 2013

Estado da Arte



ESTADO DA ARTE

Esta pesquisa reflete bastante em fazer o criar, dentro de uma Companhia que procuro mostra-la fazendo com que além do (re) conhecimento, se torne exemplo para as próximas que estão por vim através da sua força e determinação, então desenvolvo com citações que fazem um melhor conhecimento da minha pesquisa.
Trago como citação para meu trabalho que tem como maior indutor o ser criativo, a pessoa que faz acontecer e para acontecer e necessário que a pessoa se disponibilize e se envolver em pesquisas, tendo um olhar mais entendido do vai se tratar o que lhe foi proposto, dessa maneira o bailarino/pesquisador/criador é capaz de tomar decisões, de se impor em concordância ou não. Esta citação é impregnada na Companhia de Dança Ribalta, pelo trabalho que se segue dentre laboratórios, pesquisas historiográficas, pesquisas de campo, diálogos, estímulos que acontecem para haver um processo criativo produtivo e satisfatório para os habitantes.
O artista tem um modo individual de realizar uma coleta, uma busca de diferentes signos e objetos e reuni-los como fonte na criação. Este trabalho leva o artista a tomar decisões, fazer escolhas, que não são arbitrárias e sim dispersas e móveis, e estas escolhas apontam para tendência do projeto artístico. E esta edição é uma característica contemporânea. (SILVA, 2007).
Na analise de espetáculo converso com Patrice Pavis, que tem descrito de uma maneira em que posso te-lo como suporte para para minha pesquisa enquanto uma habitante-criadora e pesquisadora/analista. “[...] Analisar, de fato, é decompor, cortar, fatiar o continuum da representação em camadas finas ou em unidades infinitesimais [...]” (PAVIS, 1947, p.4). Assim analisar um espetáculo, precisa se gostar verdadeiramente por que corre o risco de ser um espetáculo de longa duração, exaustivo; deste conceito é perceptível a necessidade deste olhar sensível, minucioso de grande necessidade para que cada detalhe seja percebido a olho nu, mas uma analise não é somente este observar é se envolver para conseguir fazer um trabalho bom e no final ter um resultado satisfatório.
Os habitantes-criadores, este é o meu ponto principal, então trouxe uma citação de Gil citado por Mayrla Andrade.
Este corpo compõe-se de uma matéria especial que tem a propriedade de ser no espaço e de devir espaço, que dizer, de se combinar tão estreitamente como espaço exterior que daí lhe advêm texturas variadas: o corpo pode tornar-se um espaço interior-exterior produzindo então múltiplas formas de espaço, espaços porosos, esponjosos, lisos, estriados, espaços paradoxais de Escher ou de Penrose, ou muito simplesmente de simetria assimétrica, como a esquerda e a direita (GIL, 2004, p.56 apud Ferreira, 2012, p. 100).

Os habitantes-criadores por sua vez com toda a sua preparação se torna capaz além de criar, de ser a mudança e/ou o continuo dentro de um espaço que vem dessa interação e entrega que o habitante-criador tem com o seu meio, este corpo sendo interior-exterior é flexível a novas propostas é algo de dentro pra fora que recebe de fora que entra. Nesse contexto de espaço Casa Ribalta e necessária para tal desenvolvimento, a casa que acolher seres que acreditam nesta arte renovadora, que incentiva, que apoia, uma casa que se tornou Escola, que se torna Corpo, a Casa-Corpo daí o surgimento do Habitante-Criador, corpos criadores que habitam esta casa aberta, onde cada espaço, cada canto, há uma conexão ao espaço criador de uma imaginação que se propõe a produzir.

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