CONTEXTUALIZAÇÃO
Ananindeua
é de origem tupi, deve-se a grande quantidade de árvore chamada Anani, uma
árvore que produz a resina de cerol utilizada nas construções das embarcações.
A cidade originária de ribeirinhos começou a ser povoada a partir da antiga
Estrada de Ferro de Bragança.
Em
30 de Dezembro de 1943, promulgado por Magalhães Barata, o município de
Ananindeua foi criado, acontecendo sua instalação em 3 de janeiro de 1944.
Ananindeua teve seu maior incremento populacional a partir da construção da
BR-010 (Belém-Brasília) na década de 1960, na qual as indústrias localizadas em
Belém começaram a se vincular ao longo desta rodovia.
Na
década de 1970, inicia a construção do primeiro conjunto habitacional Cidade
Nova, sob responsabilidade da Companhia Habitação do Estado do Pará
(COHAB). A área foi adquirida aos
poucos, pertencia em sua maioria a japoneses e nordestinos, que possuíam hortas
e granjas, a COHAB comprou os terrenos e foram inauguradas as Cidades Novas de
I a IX. Assim descrito Ananindeua faço um elo com a Escola de Dança Ribalta.
[...] foi um
sonho de menina, que era ser bailarina, meus pais não tinham condições de pagar
uma escola de ballet para eu estudar, pois antigamente era mais difícil, pois
era muito caro o tempo foi passando e a vontade ficou dentro de mim, quando eu
peguei meu primeiro emprego que foi na Sudam, quando recebi meu primeiro
salário fui numa escola de ballet e me matriculei, o sonho durou pouco porque
geralmente as aulas eram de dia, casei e nunca esqueci deste sonho que ficou em
mim, mais deus na sua infinita bondade deu-me de presente uma bailarina que um
dia foi entrevistada e perguntaram a ela qual o seu maior sonho? Ela respondeu
dar aula na minha própria escola ai meu sonho se realizou através da Mayrla e
de vocês que alegram meu coração todas as vezes que vejo vocês dançarem, eu me
vejo em cada uma de vocês. (Depoimento de Marlene Andrade).
A
Escola de Dança Ribalta, que se localiza em Ananindeua no primeiro conjunto
habitacional Cidade Nova VI, a escola que já existe há 18 anos e nasce do
desejo de Marlene Andrade (diretora) ser bailarina, mas por falta financeira
que sustentasse essa vontade, ela o guardou até que se casou, teve filhos
(Clayton e Mayrla), partindo deste ponto Marlene se esforça ao máximo para
torna este desejo de ser bailarina real, investindo em sua filha, Mayrla
Andrade Ferreira torna – se bailarina passando por escolas renomeadas.
Em
1994, vi um grupo de amantes da arte, transformar, aos fins de semana, a casa
da dona Marlene, minha mãe, em espaço experimental para criações. Lembro – me
que retirávamos todos os móveis das salas, colocávamos no pátio e ali eram
imortalizados momentos de outrora... (FERREIRA, 2012, p. 49)
Ali
era o lugar destinado à realização deste sonho, depois de alguns anos nasce a
Escola de Dança Ribalta e a Ribalta Companhia de Dança (mais depois), é o sonho
começa a se tornar mais que real, ele estar vivo. Assim começa a forma turmas,
professores de dança surgem pela necessidade de fazer esta dança; Sob direção
geral de Marlene Andrade, direção artística de Mayrla Andrade, e a maior
organizadora da Ribalta Elizabeth (a tia Beth), a Escola de Dança Ribalta
cresce, com diversificados gêneros de dança como o Ballet Clássico, Baby Class,
Preparatórios, Aulas Especificas de Ponta, Estudos de Repertórios, Jazz, Jazz
Infantil, Dança Contemporânea, Dança de Salão, Sapateado, Alongamento e
Flexibilidade, são vitórias alcançadas pela força e fé que estas três (Marlene,
Elizabeth e Mayrla) tiveram e têm, as turmas são divididas por faixa etária,
com duração no mínimo de uma hora, num total de 10 a 15 bailarinas (os) no
normal por aula, trabalhados métodos da Royal Academy of Dance e Vaganova
Ballet Academy, uma das didáticas usada na escola é o potencial criador e
espontâneo, os indutores são a sua própria história, assim são as aulas da
escola que acontecem de segunda ao sábado, isto é Escola de Dança Ribalta um
sonho real, [...] “Uma possibilidade crítica de olhar para futuro e não apenas
para o passado a partir da realidade que o insere”. (FERREIRA, 2012, p. 54)
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